Campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres... *




Campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres


A campanha mundial, realizada em 130 países, tem a finalidade de combater a violência contra as mulheres e fortalecer sua auto-estima. A idéia é fazer um chamamento à sociedade pela adesão à causa, mostrando que é preciso ter forças para quebrar o silêncio, denunciar a violência contra as mulheres em todo o mundo e evidenciar que esta é uma violação aos direitos humanos.


No Brasil, a Campanha começa mais cedo, no Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro. E reforça igualmente a Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Uma lei de combate à violência doméstica e de gênero - que prevê punições mais rigorosas para as agressões, garante direitos de proteção às mulheres vitimadas, cria relevante instrumento na luta das mulheres, dando margem a novas discussões sobre o tema.


Os dezesseis dias da Campanha (de 25/11 a 10/12) foram escolhidos porque durante esse período existem quatro datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos:

25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres

Data declarada como justa homenagem à “Las Mariposas”, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas que tiveram a coragem e força de se opor à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana, uma das mais violentas da América Latina. Minerva, Pátria e Maria Tereza foram brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960.

01 de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids

Marca o início da Campanha anual para conter a epidemia da Aids, estimular a prevenção e, assim, diminuir a disseminação do vírus HIV. Números indicam um alarmante aumento dos casos de mulheres contaminadas e a data é utilizada no mundo todo para a promoção de ações que tentam conter o crescimento.

06 de dezembro – Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá)

Data em que um estudante entrou armado em escola politécnica da Universidade de Montreal, em 1989, gritando que queria acertar “apenas as mulheres”, as “feministas”. O saldo da barbárie: catorze alunas assassinadas. A trágica injustiça inspirou a criação da Campanha do Laço Branco, mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres.

10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos

Celebra a adoção, em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), código ético e político do século XXI voltado à proteção dos direitos fundamentais. O documento nasceu em resposta à violência praticada pelos nazistas contra judeus, comunistas e ciganos e às bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki (Japão), matando milhares de inocentes.

O que é considerado violência contra a mulher?


Podemos considerar violência qualquer ato consciente proveniente de uma pessoa que se encontra em situação hierarquicamente superior à outra e que a ofenda de alguma forma. Esta conduta veta a interação e o diálogo entre as duas partes e diminui e/ou extingue a possibilidade de reação da pessoa que sofre a violência. O ato violento pode ocasionar sofrimento físico, sexual e psíquico, danos morais ou patrimoniais e, em último caso, a morte. Chamamos de violência contra as mulheres qualquer tipo de violência que se baseia no gênero para respaldar sua conduta.

Formas de violência contra as mulheres

Física – Qualquer agressão que se dê sobre o corpo da mulher. Exemplo: empurrões, beliscões, queimaduras, mordidas, chutes, socos ou, ainda, uso de armas brancas como facas, estiletes, móveis e armas de fogo.

Sexual – Qualquer ato onde a vítima é obrigada, por meio de força, coerção ou ameaça, a praticar atos sexuais degradantes ou que não deseja. Ao contrário do que se pensa, este tipo de ato violento igualmente pode ser cometido pelo próprio marido ou companheiro da vítima.

Psicológica e moral – Este tipo de violência se dá no abalo da auto-estima da mulher, por meio de palavras ofensivas, desqualificação, difamação, proibições de estudar, trabalhar, se expressar, manter uma vida social ativa com familiares e amigas (os) etc. Por não resultar em vestígios físicos ou materiais é de complicado detecção, mas igualmente se constitui em violência que pode ser denunciada e julgada.

Patrimonial – Qualquer ato que tem por escopo dificultar o acesso da vítima à autonomia feminina, utilizando como meio a retenção, perda, dano ou destruição de bem e valores da mulher vitimizada.

Institucional – Qualquer ato constrangedor, fala inapropriada ou omissão de atendimento realizado por agentes de órgãos públicos prestadores de serviços que deveriam proteger as vítimas dos outros tipos de violência e reparar as conseqüências por eles causadas.

Fonte: Portal da Violência contra a mulher




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Folder (frente) - 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres


Folder (verso) - 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres


Cartaz - 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres


Faixa de mesa - 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres



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